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Gestão Compartilhada em Turismo

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Gestão Compartilhada em TurismoExistem no Brasil, centenas de cidades turísticas, integradas por rotas, roteiros, circuitos, etc, mas que na verdade se caracterizam alguns como destinos consolidados e outros muitos com potencialidade ou vocação turística. Pelo que observo viajando Brasil afora, pode-se afirmar que esta relação é de pelo menos 10% de consolidados para 90% com vocação, alguns de fato com boa potencialidade, outros porém que precisariam de muitas ações para começar à se orientar para um turismo receptivo.

Do lado dos consolidados ou supostamente consolidados o que vejo em muitos casos é uma necessidade fundamental que revejam suas políticas, programação de eventos, planos de capacitação de mão de obra, fomento à novos investimentos, relacionamento com iniciativa privada, qualificação de atrativos e transformação de recursos em atrativos naturais e culturais, etc de forma à sedimentar seus nomes na mente dos turistas e visitantes, se reinventando e inovando permanentemente afim de se tornarem mais atrativos à diversos segmentos de público.

Gostaria porém, de concentrar este artigo naqueles com potencial ou vocação turística, através de um check-list que se realizado poderá começar a transformar seu munícipio em um destino com reais possibilidades de captação de turistas e visitantes, eventos, investimentos da iniciativa privada. São eles:

– Dimensionamento e Inventário da Oferta Turística: Levantamento quali-quantitativo de atrativos, recursos, meios de hospedagem, empreendimentos de alimentação fora do lar, agências receptivas, postos de informação turística, etc – o Ministério do Turismo possui on-line formulários padrão para o preenchimento e o inventário é pré-requisito para captação de recursos estaduais e federais para adequação, modernização, ampliação, sinalização, etc.;

– Governança: Independente de haver uma secretaria de turismo, associações de classe, conselhos, fundos, fundações, ONGs e OSCIPs, é fundamental que seja instalada uma governança local em turismo com as principais lideranças do setor para que desenvolvam um plano municipal é que depois fique responsável em comissões por executar e/ou supervisionar as ações deste plano;

– Plano Municipal de Turismo ou Plano de Desenvolvimento Turístico:Neste documento plurianual, devem constar estratégias de capacitação, modernização de estruturas existentes (atrativos, recursos e equipamentos turísticos), realização e captação de eventos, prospecção de novos públicos e investimentos, planos de capacidade de carga, ações de promoção e comercialização, busca por certificações, etc – importante que ele seja baseado na definição da vocação turística do munícipio, em visitas à destinos de características semelhantes, avaliações externas feitas por consultores e estruturado em planos de ações com definições de tempo, responsabilidades, custos, formas de execução, etc.

Pré-requisitos para que estas ações tenham êxito é que o munícipio se torne um destino respeitado e visitado no cenário estadual ou nacional é uma governança formada com lideranças de fato, engajada, prazos de execução das ações respeitados, projetos bem elaborados, relação sólida entre poder público e iniciativa privada, ações de promoção e comercialização estratégicas, apoio técnico externo e auditorias de qualidade permanentes.

A tarefa não é difícil, mas não se transforma algo com vocação em referência do dia para a noite – demanda tempo, muito trabalho, boas relações institucionais e coorporativas, poder público e empresários focados, integrados e buscando um bem comum – o resultado quando este trabalho é bem feito com certeza vale à pena.

 

 

 

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