Assine!Receba nossa Newsletter!
Saiba mais!

Histórias de barrageiros são diferencial na visita a Usina de Itaipu

Share
Histórias de barrageiros são diferencial na visita a Usina de Itaipu

Historias-de-barrageiros-sao-diferencial-na-visita-a-Usina-de-Itaipu
Aos 16 anos, ele abandonou o município de Butiá (RS) para viver uma aventura. Participar da construção da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR), junto a mais de 100 mil trabalhadores. No início atuou como mensageiro, levando documentos para o Paraguai, país que faz fronteira com a cidade. Depois, já promovido, cuidava de planilhas de avaliação e custos. Luciano Luiz, hoje com 56 anos, lembra com satisfação dos momentos que viveu na época do início da obra. Sua história faz parte da construção de Itaipu e hoje é contada para os turistas que visitam a usina.

Luciano trabalhou de 1976 a 1986 na construção da usina. No entanto, há quatro anos sua vida mudou, quando foi chamado para integrar o projeto Barrageiros do Turismo, que recepciona os turistas na usina. O termo barrageiro é usado para designar os trabalhadores que ajudaram na construção da usina. Para a nova função, passou por uma seleção com 400 pessoas que aprovou quatro candidatos para trabalhar na Fundação Parque Tecnológico Itaipu-Brasil. O processo seletivo foi árduo e durou um ano. Hoje, a cada meia hora ele recepciona grupos de 20 de turistas que vão conhecer a usina.

“Ver os olhos dos turistas prestando atenção na nossa conversa não tem preço. É o meu melhor pagamento. Jamais imaginei que eu faria parte de um projeto tão importante”, conta orgulhoso.

O projeto que duraria inicialmente seis meses, tornou-se essencial em Foz e foi prorrogado para um ano. Depois não parou mais. “Nos chamaram para dizer que o turismo não era o mesmo sem os barrageiros e já estamos há quatro anos nessa atividade”, diz ele que recepciona em vários idiomas: inglês, português e espanhol.

É a memória e as histórias vividas na usina que fazem o diferencial do roteiro. Um desses casos ele se lembra bem: “Todo dia eu fazia a travessia do rio carregado de documentos. Uma vez, no acesso a embarcação, desequilibrei e deixei uma pasta cair na água. Não tive dúvidas, pulei e, mesmo correndo risco, peguei a pasta molhada. Ao entregar os documentos manchados, achei que ia ser demitido, mas acabei sendo promovido”, lembra-se.

DIFERENCIAL – Juliano Hoesel, da área de Qualidade e Inovação da Fundação Parque Tecnológico Itaipu – Brasil, fala sobre a importância da presença dos barrageiros na recepção do turista que vai conhecer a usina. “Nosso objetivo é valorizar a história de Itaipu Binacional e nada melhor que contar com a colaboração de um ex-trabalhador da obra para repassar aos visitantes as lembranças da época”, diz Hoesel. Para os barrageiros, por sua vez, é uma oportunidade de se integrar às atividades turísticas, gerando renda e melhorando sua qualidade de vida.

Na última sexta-feira (19), Itaipu registrou 20 milhões de visitantes, número alcançado com uma família de Sorocaba (SP). Para a comemoração, a usina reservou uma programação especial: convites para passeios na usina, brindes, além da oportunidade de plantar uma árvore no Bosque dos Visitantes. Os ilustres visitantes foram recepcionados pelos diretores de Itaipu Binacional Jorge Samek, do Brasil, e James Spalding, do Paraguai. A usina hidrelétrica de Itaipu Binacional, construída em parceria pelo Brasil e Paraguai, é responsável pela produção de 19% da energia no país e iniciou seu programa de visitação em 1976.

Serviço:

www.turismo.gov.br

Share

Comente este artigo

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *